Holocausto do Relacionamento

Aos cegos deste mundo.

Name: HOLOCAUSTO

Saturday, December 17, 2005

Verdade Primeira Solidão. Primeira Verdade Solidão. Solidão Primeira Verdade.

Está frio.
Dor.
O deserto é assim.
Vazio?

Abre os olhos e vê:
Corpo e Sangue.
Viva ou Morta?

Suas asas foram arrancadas. Roubadas.
Se fizeram feridas.
[ferida- lesão corporal causada por trauma. Ulceração, chaga.]
Imunidade aberta.
Vulnerável?

O sangue escorre pelo corpo, manchando sua nudez.
Enoja-se de si mesma.
Despreza-se e desespera-se.
Estou só?

Onde está a Criança?
De Guerreira a Vítima?
Foi a Inimiga.

Salga a face e goteja a terra árida infértil.
Goteja...
Gota...
Go...

Sem armadura.
Sem asas.
Sem criança.
Chora sobre o seco.
O choro (con)fundi-se ao da criança.
...

Chove seco.
Uma rajada de areia aranha-lhe a retina.
Tem que fechar os olhos.
E a chuva seca insite em soterrá-la.
[soterrar- meter-se por debaixo da terra]
Nem viva, nem morta.

Rasteja-se.
É tudo o que pode fazer.
Simplesmente porque existe.
[existir – subsistir, durar]
Por amor! Deus!
E nem o diabo duvida disto.

Sem asas.
Sem criança.
Sem retina.
Sem ninguém?
Roja-se.
Pois as feridas estão lá.
Abertas.
Elas sentem tudo e por tudo.
E carregam consigo a recordação da Inimiga.
E gotejam.
Gotejam...
Gota...
Go....
...

Thursday, May 26, 2005

...No Muro Clínico...

... tem um muro sem pintar nos fundos do vasto lugar onde me internei...

...

achei um pedaço de tijolo abandonado no meio da terra sem tratar e o capim não aparado...
e escrevi no muro:

A PAZ NADA MAIS É DO QUE A TRIBULAÇÃO LAPIDADA.

... internada aqui estou fazendo isso.
Jóias.
Preciosamente raras.
... é que o Doutor me ensinou um pouco do seu dom...
... e me ajudou a conceber a ferramenta.

Acho que isso vai me ajudar a tomar alta logo.

Daí escrevi lá no fundo porque sei que muitos se escondem por lá... nos fundos sem tratar sua terra e sem arrancar as daninhas... Daí pode ajudar esses a saírem também... esses que tem medo daqui e não aceitam sua própria internação...

...

Ah sim... Estou vendo o muro agora e esqueci de explicar direito...deixa eu completar:

A PAZ NADA MAIS É DO QUE A TRIBULAÇÃO LAPIDADA.
A FERRAMENTA É A FÉ.
O DOM É O AMOR.
(OBS.: SE NÃO CONSEGUE SOZINHO O DOUTOR TÁ AQUI SÓ ESPERANDO TU FALAR COM ELE... SÓ ESTÁ TE ESPERANDO...)
...

Agora sim ficou bom...

...

Friday, May 13, 2005

...Pause.....

Me desculpem.
Escrevi muito esses tempos...
E não tive coragem de publicar...

Aninha, talvez vá pro livro!!!
rs...
Obrigada por tudo...

Daqui uns alguns dias virão novas coisas...

Espero que entendam.

Ando internada...
E ainda não tomei alta...
...
..
.

Monday, December 13, 2004

Anotações de Criança I

Oi!
Não sei fazer muito bem isso... Não sou boa, mas devo eu agora anotar.

A minha guerreira pede desculpas: há muito não escreve à vós.
Muita, muita coisa aconteceu de verdade, não houve tempo para ela.
Ouve batalhas muito feias
sem aviso
sem previsão:
o inimigo ataca mesmo - por todos os lados.

Era uma só para batalhões e batalhões...E ainda havia eu para atrapalhar.
...
(Batalhões X Uma: plural não é nada sabiam?
Porque essência é singular e essencial.
Aprendi isso com minha guerreira...
um negócio entre qualidade, quantidade e cegueira...
ainda tenho q aprofundar)

Estou assustada.
Minha guerreira há dias dá três passos e cai de joelhos.
Murmura muito.
Não posso compreender tudo o que murmura.
É difícil.
É em línguas.
Mas pude entender q devo anotar por ela.

...

Ela tá logo a minha frente, de joelhos.
Estou esperando ela levantar para mais três passos, ao menos.
Mas se der um fico contente.
Não gosto de vê-la assim,
mutilada.
Pedaços das duas asas foram arrancados.
Não tem como anotar.
Nem voar.
Anda cambaleando e sangrando muito.
Febril, entre suor e lágrimas.

O que a alivia é que ela sabe que o sangue me alimenta apesar de me assustar.
...

Desculpem-me se anotar mais do que ela murmurar.
Desculpa porque ainda não aprendi a brincar e alguns destroços estão comigo para que eu comece a montar o muro de novo... e ainda aprender.

Brincar.

Vão brincar vocês.
Enquanto as bombas não cheguem aí...
Mas algo me diz que já chegaram.... Não?

Não há como escapar.
Isso é certo.

Onde estão vossas crianças?
E vossas guerreiras?

Tuesday, September 21, 2004

Anotações de uma Guerreira II

FOME

Há espaços e tempos curtos
de trégua.

Posso andar sem marchar...
Sossegar um pouco os ombros...

Posso trazer a minha criança ao meu lado...
Como dever ser:
Andar lado a lado... e não escondida.
Raro.

Sentei-me um pouco.
Levei minha criança ao colo
Afim de niná-la.

Mas também tenho fome.

Pedi aos que passavam...
Mas ninguém se preocupava em dar atenção.

Todos estão com muita pressa.
Todos sem crianças aos colos.
Onde foram elas parar?

A pressa faz sucumbir a medalha.

Vítimas-causadoras desta guerra!!!
Nenhuma de vocês nos alimenta...
E nem alimentam a si mesmos!

Sem se importar com a fome
A minha criança tenta me despir da armadura...
Mas não é hora.
Não é fato.

Levantei.

Está dado o sinal:
Preciso levar o alimento
aos famintos desta guerra
mesmo eu com fome.

A minha criança me sorriu.

Tuesday, September 14, 2004

Anotações de uma Guerreira I

PREFÁCIO

Quando nasci
já haviam preparado pra mim um grande presente
Assim como para todas as vidas
Um presente mútuo.
Mas com tamanho, diversidade e cores suficientes
a fim de ser único para cada um!
Esse presente é uma herança de Pai pra Filho..
e de geração para geração.
Mas ingratos são muitos filhos
q esperdiçam toda a herança...
sua parte e dos demais irmãos.

O ALISTAMENTO

Nasci.
Ganhei o mundo e o muro do meu nome.
Mas borbadearam...
E o muro da minha honra caiu.

Lá atrás aprendia a brincar minha criança.
...
Ficou tão desprotegida
Amedrontada

Assim o barulho não discernido
veio aos olhos meus
se revelar:
A GUERRA.

Assim começou.

Foi atráves dos olhos...
banhado de um choro lânguido
e sem fim
que vi a força.

Na dor da minha criança, levantei.
O choro embala uma guerreira.

Fui a luta.
Ferida? Muito.
Mas sempre na linha de frente!

Ainda não ganhei grandes batalhas?
Não sei.
Mas ainda não me entreguei!

Sempre minha criança chora
para lembrar-me do trauma.
O trauma desta única guerra
que não há medalhas.
Desta única guerra
que quando se guerreia por guerrear
se perde a vitória!

Qual é a vitória?

Enquanto me visto de Sangue Sagrado
E me torno Escudo vivo
Vou abrindo o caminho neste campo
para minha criança.

E esta vem bem atrás...
recolhendo os destroços desta guerra...
tentando reconstruir..
o que não pode acabar.

Onde esta a medalha?

Thursday, September 09, 2004

AVISO

Amores

como dito:
não é preciso criar um blog para comentar

mila_b612@yahoo.com.br

tá aí pra isso.
um mail especial.

bjim

Vazios desta Terra - ora, cultivar

vazia deste terra
mas sem mágoas
...
talvez
...
como descreveu Nega:
"todos estão deitados
sobre a relva
chorando
enquanto tu caminha
sobre ela"

SALVE!

sigo cega
e manca

ah...
pessoal demais?
mas hj é preciso
preciso explicar
q estou manca

talvez o analogiar para viver
não saia em tempo previsto
... ... ...
... ...
...
mas não existente
em publicação
já é vivo
já funciona
já voa
ah... asas!!!!
obrigada badah (talvez a corrente viva)
obrigada fagú (talvez escreva o livro)
antonie / bach / joestin (talvez pela boa amizade)
amo-os muito
por fazer valer a pena
ao menos a idéia
(que importa)
admiro-os

por oras não querer
pisar nesta terra
mas temos que nela plantar
a muito o que falar
e explicar

mas não agora

adubar já já

hj é dia de obrigada

agora preciso seguir
...
um pouco
...
minha asa
...
manca
...
______________________________

"e disse o sumo sacerdote:
porventura é isto assim?
...
e disse-lhe:
sai da tua terra
e dentre tua parentela,
e dirige-te à  terra
que eu te mostrar"

_____estou indo para lá_______

e para onde estão indo vocês?
ou choram sobre a relva?


Esperança - a semente

Aqui apenas um 'oi'

ESPERANÇA
A semente foi plantada
Agora falta germinar

É sensível
Porém persistente

Uma semente
Uma corrente

Não somente um trabalho de graduação
Mas o anseio de um espírito inconformado

Um agir de um par de asas
Um tantinho tortas ainda

Este... mundo... imundo...
ts ts ts

Tá na hora
De começar a faxina
Aparentemente tudo vago
E incompleto

Aqui é assim mesmo:
pros julgos visionários
aqui escrito serão pros cegos deste mundo
pois as palavras são poucas e ora, muito precárias
para expressar o que se carrega um SENTIR

ANALOGIAR!!!!
Aos cegos todo e tudo

Aqui a primeira epígrafe:
"O essencial é invisível aos olhos."
P.P.

PCGE

(Friday, June 25, 2004)

Wednesday, September 08, 2004

O Retorno

A desistência não é parada.
É o crescimento.
Crescimento de uma ferida dolorosa e mal cheirosa...
...
e esta estava me consumindo.
A pedidos: de pessoas, meus e forças maiores
O "Holocausto do Relacionamento" voltou.

A príncipio era outro nome.
Mudei pra este pro retorno.
E provavelmente mudará no decorrer de sua existência.
Provavelmente.
Nem certo, nem incerto.

Coloco novamente os dois primeiros textos...
E a seguir virão outros.
Talvez demore um pouquinho..
Mas quem quiser..

Está aí.